Olhando para a atual conjuntura econômica do nosso país, não podemos desconsiderar as demandas de mercado na hora de optar por uma profissão.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa vem crescendo nos últimos anos e, de acordo com as pesquisas da instituição, a previsão é que esse número continue aumentando.

Não podemos deixar de pensar nos impactos econômicos que acarretam esse contexto, afinal, com tantos idosos e com o fato de que o ingresso no mercado de trabalho tem sido cada vez mais cedo, quem vai ficar em casa para cuidar deles?

E afinal, quais seriam as habilidades do cuidador de idosos?

A profissão de cuidador de idosos, apesar de nova — a Legislação Brasileira de Atenção à Pessoa Idosa passou a prever tratamento humanizado aos nossos velhinhos há pouco mais de vinte anos e a ocupação foi regulamentada há pouco mais de quinze —, tem ganhado cada vez mais destaque no mercado de trabalho, por conta dos seus requisitos que ampliam o leque de possibilidades, especialmente para aqueles que não possuem curso superior ou técnico ou que ainda estão à procura do primeiro emprego.

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Para tornar-se um cuidador de idosos, é necessário apenas já ter o ensino fundamental. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário ser um enfermeiro, geriatra ou fisioterapeuta.

Você precisa apenas fazer um curso livre que lhe dê condições de assistir seu bem-estar físico e psicológico e reunir competências que são essenciais para o exercício da profissão.

Interessado em saber quais são as habilidades do cuidador de idosos? Veja as características fundamentais que listamos para você!

  • Paciência

Os idosos não envelhecem todos da mesma forma. Uns permanecem ativos, lúcidos e até mesmo independentes.

Já outros adquirem limitações físicas, têm perda de memória e podem apresentar um quadro de total dependência.

Você teria paciência se estivesse responsável por uma pessoa totalmente dependente dos seus cuidados?

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  • Sensibilidade

Muitos idosos encontram-se em estado de extrema fragilidade: seja pela ausência de familiares e amigos, seja por problemas relacionados à saúde ou até mesmo por se sentirem inúteis no meio em que vivem, entre vários outros fatores.

Você é uma pessoa capaz de compreender os sentimentos do outro, respeitá-lo e tratá-lo com carinho?

  • Empatia

Ter empatia é ser capaz de colocar-se no lugar do outro para tentar compreendê-lo.

Um cuidador de idosos precisa ter a consciência de que hoje é ele quem cuida, mas que amanhã ele é quem pode necessitar de cuidados.

Se você tem esse entendimento, a convivência entre vocês vai gerar um ambiente de harmonia e os dois saem ganhando.

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  • Observação

Estar atento a cada detalhe é uma habilidade essencial do cuidador de idosos.

Estar atento aos detalhes do comportamento do seu paciente é indispensável porque por meio de sinais, muitas vezes corriqueiros, você será capaz de evitar complicações futuras relacionadas à saúde física e psicológica do seu novo amigo.

  • Incentivo no convívio social

Idosos normalmente não têm muitas obrigações ou compromissos.

Não ter uma vida social pode deixá-los ainda mais tristes, desanimados com a vida. Portanto, estimule-o sempre a construir vínculos com outras pessoas, a sair para se divertir, a participar de grupos etc.

Isso pode mudar completamente a forma como ele vai ver o mundo ao seu redor.

  • Visão humanizada

As limitações que seu paciente apresenta podem ser tamanhas, que você corre o risco de se esquecer que, assim como você, ele também é um ser humano. 

Vê-los de maneira humanizada é, portanto, obrigatório.

Ainda que seu paciente sequer saia de uma cama, trate-o como uma pessoa que tem sentimentos e emoções e que é gente como a gente. Respeite-o como ele é.

A profissão de cuidador de idosos ainda é vista por muitos que não têm informações sobre a importância e relevância dessa função na vida em sociedade como algo simples, uma tarefa que pode ser realizada por qualquer um e de qualquer maneira.

Mas não é bem assim.

A profissão de Cuidador de Idosos

O ofício é uma ocupação muito nobre, que exige comprometimento, responsabilidade e apresenta um leque de opções de trabalho que profissões mais antigas e conhecidas da maioria das pessoas não oferecem.

De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) do Ministério de Trabalho (MTE), a profissão de cuidador de idosos tem reconhecimento formal e pode ser exercida por qualquer pessoa que tenha concluído seu período de formação básica.

Além disso, é uma ocupação acessível a pessoas com pouca ou nenhuma experiência, podendo ser exercida até mesmo por aprendizes, desde que preparados para lidar com as diversas situações que envolvem o trabalho.

Com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados no Brasil (CAGED) recolhidos por site especializado em calcular a média de salários das mais variadas ocupações no país, um cuidador de idosos recebe em média 2 salários mínimos, para uma jornada de 44 horas, além dos benefícios. 

Mas, vale destacar que essa é uma média nacional e que tanto a remuneração bruta quanto o regime de trabalho podem variar de acordo com a região em que você está.

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É fato que a profissão de cuidador de idosos é bem atrativa, pois exige pouco investimento e tem retorno a curto prazo.

Além dessas vantagens, existem centros de educação profissional que ainda oferecem vagas de emprego, bolsas de estudo e certificados premium que podem ser o diferencial entre o seu concorrente e você, no processo de colocação no mercado.

A profissão é ou não é uma excelente escolha?

E aí, você tem as habilidades do cuidador de idosos que listamos?

Ainda que a função exija bastante do profissional, que assume a empreitada e tem horários muitas vezes fora do habitual, trata-se de um mercado que oferece condições de trabalho flexíveis e com remunerações atraentes.

Você pode trabalhar como autônomo ou assalariado e pode atuar em hospitais, casas de amparo, clínicas geriátricas e até mesmo no ramo do turismo, em segmentos especializados para a terceira idade. 

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